Nutrição “Comer, comer... comer, comer... é o melhor para poder crescer...” Dando mais autonomia para a criança comer, o adulto enfrentará menos resistência. Comer é mais que comer O homem, ao contrário dos outros animais, não come somente para matar a fome. Come para estar com amigos. Para festejar, fechar negócios, despedir-se. O homem também come para cultuar. Exemplo disso são os católicos, que celebram Cristo recebendo a hóstia. Em cada uma dessas situações, a comida nos ajuda a estar com os outros. A comida tem, pois, um significado social. Para a criança pequena, também é verdade. Logo ela descobre que comer é uma maneira de se relacionar com os outros. E não comer faz parte disso. A criança percebe a tensão que gera nos adultos quando não come. Pode, então, usar isso como forma de protestar, expressar sua insatisfação. Ou ainda, como forma de garantir a atenção do adulto. Mas nem sempre a criança deixa de comer por essas razões. Às vezes está mais agitada. Em outras, anda meio longe, distraída. Importante é saber que seu organismo é capaz de regular as variações. Se ela não comer a quantidade costumeira naquela refeição, irá comer um pouco mais em outros momentos. Essa regulação só não funciona em casos muito especiais. Quando a criança está com problemas de saúde, por exemplo. A diferença individual entre as crianças também deve ser levada em conta. Algumas comem, costumeiramente, mais que outras. A comida vai adquirindo significado social ao mesmo tempo em que é uma explosão de formas, sabores, texturas e cores. A vontade da criança de pegar, olhar, sentir, cheirar, faz o contato com a comida virar uma festa. Festança para uns, bagunça para outros. Na nossa pressa, muitas vezes, achamos que essa exploração da comida não passa de uma grande confusão. Acabamos tão irritados com a sujeira que dificilmente a deixamos comer só, atividades que a criança gosta de fazer. Mas deixá-la comer sozinha, e de qualquer jeito, também não é a solução. A criança pode ir experimentando comer sozinha, contando, se necessário, com a ajuda de um adulto. É a oportunidade de treinar o domínio sobre os talheres e sobre os movimentos necessários para usá-los. Aos poucos ela também vai aprendendo como se comportar para comer. A criança deixa de ser passiva e torna-se ativa no processo. A aquisição dessa independência é parte importante do desenvolvimento. Comendo feliz Ao ajudar a criança a comer, dando a autonomia que é possível para sua idade, a interação com o adulto será mais satisfatória, diminuindo os eventos de protesto e birra. A tensão do adulto também diminui e, então, poderá ser mais fácil para ele perceber o que a criança já consegue fazer. A criança acaba por sentir a maior disponibilidade do adulto, o que facilita ainda mais este momento. Acaba a necessidade das chantagens, das ameaças e dos apelos emocionais. Estratégias que podem funcionar de vez em quando, mas acabam por fracassar ao longo do tempo, pela própria insatisfação que geram na criança. Ao perceber que a criança é capaz de sentir-se satisfeita, mesmo tendo comido pouco, estamos aceitando que ela consegue decidir o momento de parar de comer. Aceitar que ela para de comer é aceitar que ela vá tendo maior autonomia sobre suas ações. É aceitar também que, nem sempre, o que julgamos ser o melhor para a criança é realmente o melhor. É saber que nosso desejo sobre a criança tem um limite – o limite que a criança coloca. Nós também aprendemos com as crianças. E quando mais rápido aprendermos que não podemos tudo sobre ela, melhor será para ela e para nós. Referência: Disfunções provocadas por aditivos químicos Sob a justificativa das necessidades da sociedade moderna, somada à ingenuidade da população, as indústrias usam e abusam dos aditivos artificiais conhecidos como: corantes, aromatizantes, acidulantes, educorantes, antioxidantes, conservantes e outros. Embora os corantes e aromatizantes sejam totalmente desnecessários e comprovadamente cancerígenos, são usados para atrair o consumidor, principalmente as crianças. São balas, chicletes, refrigerantes, biscoitos recheados com “gordura vegetal colorida”, criando hábitos alimentares disfuncionais. Alguns tipos de queijos são tingidos de amarelo e sua casca de vermelho; algumas margarinas também são coloridas artificialmente de amarelo com corantes nocivos. Os refrigerantes são apenas uma mistura dos aditivos químicos, açúcar, água e gás, sem valor nutricional, além de serem prejudiciais à saúde. Este grande número de aditivos, usados atualmente, cria uma degeneração progressiva do paladar da criança e do adulto que passam a não apreciar a simples, natural e saborosa refeição equilibrada, comprometendo assim seu sistema imunológico. Alguns efeitos nocivos dos aditivos para a saúde:
COURY, Soraya Terra.Nutrição Vital.2004 Fatores determinantes da obesidade na infância Alguns fatores são determinantes para o estabelecimento da obesidade na infância. O aumento rápido e descontrolado de peso corporal durante a gestação, o desmame precoce associado á introdução inadequada de alimentos complementares, o emprego de fórmulas lácteas inadequadas, os distúrbios de o comportamento alimentar e a inadequação da relação familiar. Todos esses fatores advindos da infância, aliados ao aumento no consumo de alimentos ricos em açúcar simples e gorduras, com alta densidade enérgica e a diminuição da prática de atividade física, observadas na adolescência, contribuirão na formação de adulto obeso. Projeto Frutas O Brasil e, principalmente, a região Nordeste é muito rica em variedade de frutas. Pensando nessa realidade e vivendo em um Estado, também privilegiada desta região, assim como, ciente do poder nutricional que as frutas oferecem na proteção à saúde e prevenção e doenças, iniciamos esse projeto no intuito de aproximar e incentivar as crianças, alunas da Escola Arte de Crescer, a conhecer as capacidades benéficas e degustar com freqüência as frutas. O projeto consta não somente da degustação em si das frutas, mas de aulas expositivas, conversas com a nutricionista da escola, contação de estórias, brincadeiras com fantoches, tudo utilizando materiais sobre o tema, como também a fabricação de culinárias usando frutas. Os resultados estão aparecendo e satisfazendo a todos os participantes
do projeto. Os pais que estão acompanhando o mesmo, também
tem se mostrado satisfeitos, aprovando a iniciativa do projeto. |